Enquanto a alopatia estuda as doenças e as descreve cuidadosa e minuciosamente, firmando-se principalmente no diagnóstico e no prognóstico, a homeopatia está mais preocupada com o doente e com as transformações que ele sente, com os sintomas que normalmente aparecem muito antes da doença se instalar. Por isso Hahnemann no seu opúsculo afirma: “tratar eficientemente de doenças, mesmo que elas nunca anteriormente tivessem sido observadas”.
O “Organon” é a bíblia dos homeopatas. Foi escrito por Hahnemann e dá destaque a uma série de conceitos surpreendentes para a época e de grande aplicabilidade prática.
Ele fala sobre a “unidade do ser humano”, quer dizer que cada indivíduo é um todo, físico, emocional, psíquico e moral. E que essas diferentes partes estão intimamente relacionadas numa interação permanente entre si com o meio e com os outros indivíduos.
Isso, portanto, diria que não existem doenças locais ou de aparelhos, mas sim indivíduos doentes com manifestações locais ou em aparelhos. Com isso concluímos que é preciso tratar o todo e não apenas uma parte que pensamos estar adoecido. Ou seja, quando passamos uma pomada numa ferida e ela desaparece, isso não significa que ela foi curada. Com certeza esta energia ainda está ali. Ela simplesmente se deslocou para algum outro lugar. O conceito de energia vital também é amplamente discutido no “Organon”.
Hahnemann atribui a homeostase, essa harmonia do corpo que é capaz de se manter saudável a uma energia ou força, que ele chamou de energia vital – o verdadeiro regente da orquestra da nossa vida.
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