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Essa é a maneira pela qual o homeopata escolhe o remédio. Uma vez que o paciente contou a sua história, o homeopata vai escolher aqueles sintomas que lhe parecem mais importante. “Os sintomas", segundo Carrol Dunham, "são tudo o que distingue o homem doente de si mesmo, quando não está doente.” O homeopata vai se guiar através dos sintomas.
Existem várias espécies de sintomas que precisam ser classificados:
1) Sintomas gerais
São os sintomas próprios do enfermo. Eles formam parte integrante do quadro clínico, especialmente, quando denotam mudança de mentalidade ou de sensibilidade devido à doença.
São de alta importância, especialmente, se forem nítidos em relação à escolha do remédio. São anomalias devido à doença, a pessoa fala: desde que estou doente tenho sentido muito sono, ou desde que isso aconteceu tomei pavor ao leite, ou eu não era assim e passei a me sentir ciumenta, ou frágil, ou triste. Todos esses sintomas são gerais e muito importantes na prescrição.
2) Sintomas particulares
Aqui, encontramos as modalidades inerentes a cada pessoa. Prestamos atenção, quando ela diz: minha dor é uma dor que aperta e melhora se eu me movimento, ou piora se eu me movimento; minha tosse melhora quando eu me sento, piora quando eu sinto frio. Todo o tipo de agravação ou de melhora faz parte desta modalidade.
3) Sintomas comuns
Os sintomas comuns não são de importância para escolhermos o remédio. Sintomas como vômitos, diarréias, suores, não fazem diferença para o homeopata na escolha do remédio a menos que eles tenham uma característica especial, pois é comum a todos que se encontram naquele estado.
Outro caso, são os sintomas mecânicos, que dependem de uma causa mecânica. E o seu caráter de urgência tem que ser levado em consideração, como no caso de uma pedra ou de um tumor, ou de uma obstrução.
Dentre os sintomas gerais, os mais importantes, sem dúvida, são os sintomas mentais. Em seguida, os sintomas estranhos, raros e peculiares.
Cabe ao homeopata distinguir entre o que se relaciona com o doente e o que se relaciona com uma parte e isto é essencial no estudo da matéria médica.
Tudo o que se relacione ao doente em geral. Tudo o que se relacione com uma parte é particular. E é por isso que algumas vezes os sintomas podem parecer contraditórios.
O importante são os sintomas positivos, ou seja, aqueles sintomas que a pessoa refere e não os negativos, ou seja, os que ela não refere. Quando pensamos no remédio – o fato da pessoa não apresentar um sintoma característico importante daquele remédio não faz diferença na hora de prescrevermos. Baseamo-nos na totalidade dos sintomas.
Por isso não tratamos pelo nome da doença, pois o diagnóstico nem sempre é possível, o remédio, sim. Aquilo que deve ser curado independe do nome, pois muitas vezes o homeopata consegue inibir uma doença antes mesmo que ela se instale.
Daí a importância de uma amamnese bastante detalhada para que o quadro seja descrito com todas as suas minúcias.
Uma doença crônica é diferente de uma doença aguda. Como ela se instalou pouco a pouco sua cura também se dará desta forma. Enquanto que as doenças agudas podem ser curadas muito mais rapidamente.
Devido à importância da história do cliente, as perguntas do homeopata devem ser bastante bem formuladas, habilmente formuladas para que possa obter informações particulares a respeito não só do temperamento do paciente, mas do seu modo de vida, dieta, situação doméstica.
E no caso das mulheres é importante prestar a atenção a sua história: primeira menstruação, primeira relação sexual, gravidez, esterilidade, parto, aborto, desejo sexual, amamentação, fluxo menstrual (quantidade, intervalo), enfim todos esses detalhes são importantes, indispensáveis para uma boa prescrição homeopática. E isso vale também para as mulheres de menopausa, pois a maneira como menstruavam e como foi a sua história ginecológica ainda hoje é um diferencial na escolha do medicamento. |