TRANSTORNOS DO PÄNICO
 
 
Alergia ao látex
     
 

Camisinhas e luvas podem causar alergia ao látex,
ainda pouco conhecida

SÃO PAULO - Embora não muito comum, a alergia à camisinha ou ao uso de luvas é um inconveniente muito grande. Essa é a chamada alergia ao látex natural - produto extraído da seiva da seringueira (Hevea brasiliensis) e encontrado nos mais diversos artigos de uso diário. O vinil pode ser um substituto, porém seu custo impossibilita que se use em larga escala.

 
 

O diagnóstico da reação alérgica ao látex vem aumentando a cada ano, devido ao maior conhecimento do assunto pela classe médica e divulgação ao público. A reação alérgica pode se manifestar de diversas formas, desde quadros leves (urticárias), generalizados (rinite, urticária e angioedema, asma) até quadros fatais (edema de laringe, choque anafilático).

 
 

"Um aspecto interessante da alergia ao látex é a presença de reações cruzadas com alimentos, principalmente frutas. Cerca de 50% dos pacientes alérgicos ao produto, o são também a pelo menos uma fruta, geralmente banana, kiwi, abacate, maracujá, manga, abacaxi ou mamão", explica Dr. Leandro Augusto V. Rabelo, médico alergista da SBAI, que falou sobre este tema no XXX Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, que aconteceu em Florianópolis (SC) em novembro passado. "Isso ocorre porque sendo o látex um produto vegetal, apresenta proteínas semelhantes às das frutas".

Não há idade para a ocorrência deste tipo de alergia. Crianças com doenças ao nascimento e que passam por diversas intervenções cirúrgicas, já no início da vida, são muito propensas à alergia ao látex.

Características da Alergia ao Látex

Normalmente, percebe-se a alergia ao látex pelo aparecimento de placas nas mãos ao usar luvas de látex e inchaço dos lábios ao encher balões de festa. Reações menos evidentes podem ocorrer quando o alérgico realiza procedimentos dentários, ginecológicos, cirúrgicos ou qualquer outro onde ocorra exposição ao látex. Caso a pessoa reconheça esse inchaço na boca após soprar uma bexiga ou ir ao dentista, deve relatar ao seu médico ou procurar um especialista para avaliação.

Existe apenas o tratamento, mas não há a cura da doença. O paciente deverá reduzir a exposição ao látex, em alguns casos, nos casos de contato profissional com o produto, pode ser necessário o afastamento do trabalho, como de enfermeiras e médicos. Também, hoje já existe o tratamento com imunoterapia (vacina de alérgenos) específica para o látex, que, segundo poucos estudos no momento, poderia dessensibilizar o paciente, com grande benefício no controle do problema.       

Fonte: http://www.abn.com.br

Matéria Editada em 24/02/04