Osteoporose
     
 

Osteoporose (osso poroso) é uma doença resultante da perda gradual da substância óssea que ocorre naturalmente com o envelhecimento. Isso produz fragilidade do osso e aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril, coluna e punho.


 
  Causas da osteoporose  
 


A osteoporose pode acontecer por falta de formação suficiente de massa óssea durante o crescimento e a maturidade, por excesso de perda óssea ou pela combinação dos dois fatores.


 
  Freqüência  
 

Para ilustrar a freqüência desta doença, seguem algumas estatísticas:
* mais de 10 milhões de pessoas são acometidas pela osteoporose no Brasil;
*segundo a Organização Mundial de Saúde, um terço das mulheres brancas acima dos 65 anos são portadoras de osteoporose;
*nos Estados Unidos, a osteoporose é responsável por mais de 1,5 milhão de fraturas ao ano, incluindo 300.000 fraturas de quadril, 700.000 fraturas vertebrais,
*apenas 5% das brasileiras incluíram a doença numa lista das preocupações básicas de saúde.


 
  Sintomas  
 

A osteoporose é uma "doença silenciosa", pois normalmente produz poucos sintomas. Todavia é comum a queixa de dor nas costas, causada por contratura muscular ou por microfraturas (pequenos achatamentos das vértebras, não visíveis ao raio-x); em outros casos, existe até mesmo uma fratura por compressão.

Às vezes a primeira manifestação da osteoporose é uma fratura. Freqüentemente pode existir deformidade da coluna, a corcunda, com diminuição da altura da pessoa, devido ao achatamento progressivo das vértebras.

 
  Fatores de risco  
 

Os fatores de risco são aspectos ligados ao desenvolvimento da osteoporose ou contribuem para uma maior probabilidade individual da ocorrência da doença. Alguns destes fatores de risco não podem ser modificados, outros são possíveis de serem alterados, a fim de poder diminuir o risco do surgimento da osteoporose.


 
não modificáveis
 
potencialmente modificáveis

- sexo feminino: as mulheres podem perder até 20% da massa óssea no 5 a 7 anos após a manopausa, tornado-as mais susceptíveis a osteoporose;
- indivíduos de constituição delicada;
- raça branca e amarela;
- idade avançada;
- histórico familiar de osteoporose.

  - baixo peso do corpo;
- deficiência de estrógeno, na mulher;
- menopausa precoce (ocorrendo em idade menor que 45 anos) ou ooforectomia bilateral (retirada cirúrgica dos ovários);
- amenorréia pré-menopausa prolongada (ausência dos ciclos menstruais por período prolongado, antes da manopausa);
- anorexia nervosa ou bulimia;
- café, fumo e cigarro;
- dieta baixa em cálcio;
- excesso de proteínas e fibras na alimentação;
- medicamentos, como anticonvulsivantes e coticóides;
- sedentarismo;
- baixos níveis de testosterona, no homem.
Prevenção

A principal forma de tratamento da osteoporose ainda é a prevenção:
1.Dieta: rica em cálcio e em vitamina D;
2.Correção postural e exercícios físicos adequados;
3.Exposição à luz solar;
4.Eliminar o fumo;
5.Uso moderado de bebidas alcoólicas e café;
6 .Evitar medicamentos que propiciem as quedas(benzodiazepínicos, antipsicóticos etc.);
7.Somente usar medicamentos sob prescrição médica;
8.Realizar exames de densitometria mineral óssea;
9.Cuidados domésticos para evitar quedas (retirar tapetes, disposição adequada dos móveis etc.).


Diagnóstico
O diagnóstico da osteoporose pode envolver:
-Exames de sangue e urina ;
-Radiografia tradicional do esqueleto;
-Tomografia computadorizada;
-Ultrassonografia de calcâneo;
-Absorciometria dual.

A técnica mais difundida é o exame da densitometria óssea, realizado por meio da absorciometria dual.

 

Densitometria óssea

É um exame sem dor, não invasivo e seguro. Avalia a densidade da sua coluna e quadril ou de outros ossos, dependendo do equipamento utilizado. O resultado habilita seu médico a identificar se você está dentro dos limites normais ou se tem risco de sofrer uma fratura.

Quanto mais baixa a densidade do osso, maior o risco. A realização do exame é indicada para:
*Todas as mulheres após a menopausa, com idade abaixo de 65 anos e que tenham um ou mais fatores de risco adicionais para um fratura osteoporótica (além da própria menopausa);
*Todas as mulheres com idade de 65 anos ou mais, com ou sem fatores de risco adicionais.
*Mulheres pós-menopausa que têm fraturas (para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de perda da massa óssea);
*Mulheres que pensam em fazer terapia para osteoporose - a densitometria poderá facilitar a decisão;
*Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal por períodos prolongados.

 

Tratamento

No tratamento com medicamentos, a atuação se faz sobre a reabsorção óssea; a maioria dos agentes terapêuticos são anti-reabsortivos, outros atuam sobre a formação do osso. As principais opções medicamentosas são:

-Magnésio
-B6
-Cálcio;
-Vitamina D;
-Bisfosfonatos;
-Terapia de reposição hormonal;
-Moduladores seletivos do receptor do estrógeno;
-Acompanhamento médico periódico.

Somente o acompanhamento médico periódico permite avaliar o estágio da doença e determinar medidas preventivas e terapêuticas sempre levando-se em conta seus benefícos e os possíveis efeitos colaterais.


Mudança de hábitos alimentares e estilo de vida:

-Ingestão adequada de cálcio: a principal fonte de cálcio na dieta é o leite e seus derivados, mas existe também em vegetais como espinafre, agrião, brócolis e couvemanteiga.
-Exposição solar diária mínima para que a vitamina D seja sintetizada na pele pela ação dos raios solares ultravioleta e sofra transformações no fígado e rins para transformar- se em sua forma ativa.
-Prática de exercícios físicos para fortalecer os músculos para que estes atuem sobre os ossos.
-Exercícios aeróbios de baixo impacto, como caminhadas, corridas leves, dançar, jogar tênis etc. melhoram especialmente o condicionamento cárdio-circulatório, mas também estimulam a formação do osso e previnem sua reabsorção.
-A natação e a hidroginástica são mais apropriadas para promover relaxamento global e manutenção da amplitude de movimentos do que para estimular a produção óssea.

IMPORTANTE! A portaria nº 1.327 do Ministério da Saúde, de 11 de novembro de 1999 passou a incluir a densitometria óssea, no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, estabelecendo para sua indicação alguns critérios clínicos, como:

-evidências radiológicas de osteopenia ou fraturas vertebrais;
- perda de estatura, cifose torácica;
- fratura prévia por trauma mínimo ou atraumática;
- uso prolongado de corticóides;
- entre outros.

Fonte: Informativo mensal elaborado pela Admix Consultoria - julho/05