VÍNCULOS DA ALMA
Dra. Sandra Regina
 

 

 
 

Vínculo segundo o dicionário Michaelis é tudo o que ata, liga ou aperta. Também diz respeito à ligação moral. E é o conjunto de certos bens inalienáveis, que se transmitiam indivisivelmente. Relação, subordinação. E todas essas definições são válidas para esse trabalho.

No mesmo dicionário no verbete alma encontramos: 1 Nome que exprime vagamente a causa oculta dos movimentos vitais; princípio, força vital, princípio sensitivo e intelectual, vida. 2 Filos Princípio imaterial da vida, do pensamento e da ação. 3 Coração, peito, considerados como centro de afetos, de paixões; consciência; tudo o que dá vigor, força, expressão, não só no físico, mas também no moral. 4 Teol Substância incorpórea, imaterial, invisível, criada por Deus à sua semelhança; fonte e motor de todos os atos humanos.

Imagine uma Malha Cósmica que envolve todo o universo e mais; presente em todo lugar; não há lugar que possa conceber – não importa a dimensão – em que a Malha não esteja presente. Essa Malha Cósmica é talvez o que você poderia chamar Consciência Divina e, no entanto é física e é energia e contém amor consciente. Penetra todas as coisas e engloba todo o universo incluindo todas as dimensões. E estamos todos vinculados a ela através das ordens do amor, desta grande alma que faz de todos nós um só corpo mórfico.

Nas malhas de nossas vidas algumas vezes é como se perdêssemos o ponto ou enredasse o fio em algum lugar. Nosso objetivo, portanto é desembaraçar esses nós e permitir que a malha volte a sua harmonia original.

Segundo Bert Hellinger, criador da técnica de constelações familiares, é o amor que cura. Embora seja esse mesmo amor que nos adoeça, quando está fora do lugar. Isso porque existem ordens preestabelecidas para o amor nas relações humanas. Quando amamos de forma cega e inconsciente nosso sistema familiar entra em desequilíbrio e por isso alguém acaba por sofrer as conseqüências.

Mais adiante começaram a perceber que ordens semelhantes atuavam não apenas na família, mas também no trabalho e começaram a realizar constelações organizacionais

Eu, como médica, comecei a experimentar a colocação de sistemas onde eram representados não somente pessoas, mas também os sintomas, a doença, sentidos ou órgãos de meus pacientes para ver o que estava fora do lugar.

O que pudemos observar é que nos enredamos muitas vezes em nossos antepassados, outras, como tão bem nos mostram os processos transpessoais, em processos “para além dos limites da alma”.

Portanto, o trabalho dos “Vínculos da Alma” é um processo sistêmico onde descobrimos essa teia invisível através de um desenho vivo e sensorial que nos permite acender uma luz e ver, entender e redirecionar a energia do “amor” curando assim a alma de família, da empresa ou a nossa própria.

Boa parte dos nossos problemas deriva dos emaranhados familiares! Por isso, muitas vezes nos paralisamos!

Colocar nossa própria questão, assistir ou participar como representante na “malha” de outras pessoas, propicia sempre um benefício pessoal, pois, nos leva a um aprendizado maior sobre as "Ordens do Amor".

 
   

Alguns do muitos resultados esperados:

 

Parar de viver situações repetitivas.
 Desapegar-se de um hábito, pessoa ou padrão.
Transformar as situações que pareciam perseguir você ou à sua família.
 Atrair as pessoas certas para a sua vida.
Encontrar relações que funcionam e se mantêm.
Melhorar os seus relacionamentos familiares, pessoais ou de trabalho.
Possibilitar que as coisas funcionem e corram como deveriam.
Ver as soluções necessárias.
Perceber as saídas.
Encontrar as explicações para o que acontece com você  ou à sua família.
Sentir-se bem com sua separação ou divórcio.
Veja soluções ou respostas para problemas de saúde.
 Lide melhor com os medos e ansiedades, fobias, etc.
Avance em sua vida: em seu dia-a-dia, na sua profissão, na sua família, no seu casamento, no seu relacionamento com os filhos ou seja lá onde for.

 
  COMO TUDO ACONTECE?  
 
Um grupo de pessoas se reúne. Quem quiser trabalhar uma questão, deve tê-la bem claro em sua mente e ser capaz de resumi-la em poucas sentenças. Isso será suficiente.

Essa questão pode ser de ordem física (sistema pessoal), de relacionamento (sistema familiar) ou de trabalho (sistema organizacional).
 
 
 

Ele escolherá entre os participantes alguém para representá-lo, assim como pessoas que representarão seu problema, doença membros de sua família ou de sua empresa, conforme o solicitado pelo facilitador.  

Pronto, a partir deste ponto começa  a dinâmica. As pessoas passam a representar a situação até que possamos reconhecer, honrar e respeitar todos os membros do sistema e cada pessoa (ou órgão físico) possa ocupar seu próprio lugar nesta rede.

A pessoa que está sendo trabalhada apenas observa podendo assim mudar sua imagem interna e reorganizar uma imagem curativa onde a Força do Amor é capaz de fluir.

 
  OS EMARANHADOS DA TEIA FAMILIAR  
     
 

Existe uma necessidade de vínculo e de compensação partilhada por todos na família, que não tolera a exclusão de nenhum membro.

O destino dos excluídos é, inconscientemente, assumido e continuado por membros subseqüentes da família. Essas são as “ordens” do amor que desconhecemos, mas que podemos observar através de técnicas fenomenológicas.

A personalidade das pessoas não é importante nesta dinâmica, mas os fatos sim. Todo destino trágico deve ser considerado. 

 Exemplos:

  • Mortes trágicas
 
 

Assassinatos, suicídios, mortes prematuras, acidentes fatais, abortos, morte durante o parto, doença ou mortes após o parto, pais e mães que morrem e deixam filhos menores

  • Destinos trágicos:

Abandonos, condenações, prisões, desonras, enganados (herança ou filhos ilegítimos), adoções, pessoas repudiadas, banidas ou excluídas, doenças graves, imigrantes

  •  Ex amores:

Cônjuges anteriores, noivos, namoros prolongados
  

Se existem destinos como estes na sua família
ou se existe na sua vida emaranhados
que você não consegue entender ou desenrolar,
 esse trabalho está indicado para você!
 

 
  UM NOVO OLHAR PARA SI MESMO  
     
 

Dentro do trabalho das redes integrativas não podemos nos esquecer que cada um de nós é também um complexo sistema. A começar pela filogênese (evolução da espécie) até a nossa ontogênese (evolução de um homem)!

Quando nascemos já temos todo um passado em nossos genes. A partir daí começa nossa evolução individual e naturalmente familiar e social. Da nossa carga genética as nossas moléculas, células, tecidos, órgãos até os mais complexos sistemas do nosso corpo. Para que o funcionamento esteja perfeito é preciso mais do que interação, é necessária a integração destes sistemas.

 
 
Muitas vezes determinado sistema toma prioridade em função de outro, podendo alguns serem simplesmente excluídos. Ao fazermos a colocação podemos voltar a ordem adequada do sistema de cada pessoa.

Isso pode ser feito de forma bem simples como por exemplo cérebro criativo e lógico, ou o pensar, sentir e agir. Podemos colocar nossos sete sentidos, segundo Dra. Suzana Houzel, além da visão, audição, paladar, olfato e tato, devemos considerar também a movimento e equilíbrio.

Ken Wilber sugere que além do nível pessoal (consciente), devemos considerar os níveis pré-pessoal (subconsciente) e transpessoal (superconsciente). Há uma organização estrutural hierárquica e dinâmica que pode ser observada nas redes integrativas para que a ordem seja restabelecida.

Em caso de doenças crônicas podemos também fazer a colocação da pessoa e da doença ou órgão envolvido e descobrir o que mais aparece nesta dinâmica.

O procedimento é idêntico ao das dinâmicas familiares e organizacional: a pessoa escolherá um representante para si e para os demais componentes do sistema, e observará a dinâmica.
 
     
 
 
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